quarta-feira, 20 de março de 2013

AUTOESTIMA


O LUGAR  DA AUTOESTIMA NA
QUALIDADE DE VIDA

 

Marco Aurélio Baggio


 

         Autoestima é a capacidade inata de gostar de si mesmo, mantendo o amor-próprio, o narcisismo positivo, o autorespeito e a própria dignidade.

 

         Trata-se da arte de se bem-amar. É também a ciência da observação da boa conduta pessoal, constatando o proveitoso processamento de tudo aquilo que acontece conosco subjetivamente, bem como em nosso envolvimento com os outros e com o mundo externo.

         Qualidade de vida é não ter que admitir aborrecimentos desnecessários.

         Autoestima provém do colo e do sorriso da mãe. É dela, de seu olhar de sustento bondoso que se instaura no filhote a sensação de ser benquisto. Depois, ele próprio desenvolve sua autoestima, por toda a infância, por meio do brincar. O brinquedo cria contato com o entorno, desenvolve habilidades crescentes, provê prazer e satisfação, dando identidade ao pequeno sujeito. Mais tarde, a escola e as amizades darão novos suportes à estruturação da autoestima. Este processo contínuo culmina na idade adulta, com o trabalho pessoal exercido com adequação e proficiência, consolidando o autoconceito precioso que a pessoa faz de si mesma.

 

         A capacidade de se bem querer é requisito básico para que se leve uma vida saudável. Ele desempenha verdadeira função psíquica de imunização de cada um de nós em face dos conflitos, dos infortúnios e dos desacertos que nos acometem durante a vida.

         Autoestima permite o surgimento de resiliência, isto é, a capacidade de suportar tensões, incertezas e vicissitudes desfavoráveis por longos períodos. Dela derivam a força para exercer os bons desempenhos e a capacidade de regeneração dos desgastes e ofensas sofridos.

 

         Autoestima implica o desenvolvimento da responsabilidade pessoal pelos atos praticados e pelas escolhas exercidas. Traduz autoconhecimento atualizado, que amplia a capacidade do indivíduo de estabelecer bons relacionamentos. Importa também o reconhecimento de seus limites e de seus erros e, com humildade, a coragem de recomeçar a partir daí.

        

         Querer-se bem é cabedal, lastro, cerne, fulcro, capital vivencial acumulado, saldo pessoal que permite sustentar e cobrir as falhas e as insuficiências com as quais claudicamos neste vale de lágrimas. Ele tempera o humor, mantém elevado o índice de disposição para enfrentar problemas e arrostar desafios. Facilita o aparecimento da criatividade. Lubrifica as relações interpessoais. Preserva o vetor do sentido e do objetivo da vida. Avaliza o processo de apetrechamento e a habilitação pessoal do sujeito.

 

Fundamento da motivação que nos propulsa para ir além, para obter vantagens e consolidar conquistas, a autoestima é ingrediente essencial para a sobrevivência. É atributo imperativo para a adaptação a um mundo cada vez mais exigente, complexo, desafiador, competitivo, desconcordado e, no limite, incompreensível.

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